Daí, a polêmica entre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro


Por Rodrigo Barbosa Veríssimo


Vivemos tempos tenebrosos no Brasil, e o ápice é a polêmica “Nossa Senhora Aparecida x Flávio Bolsonaro”.


Já existe, há tempos, o discurso de que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, como a CNN Brasil explica na Inteligência Artificial do Google: segundo a resposta, Bolsonaro, em 05/01/2027, caso vença neste ano, 2026, teria como um de seus primeiros atos decretar que — repito — “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.


Esse dia, “O Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, seria 25 de dezembro, o Natal, que vem de Natividade, nascimento de Jesus Cristo.


Seria mais fácil qualquer Presidente da República, no período de 2027 a 2030, oficializar 25 de dezembro também como o “Dia do Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.


Na língua inglesa — aquela que Donald John Trump fala e se recusa a falar em outro idioma —, FELIZ NATAL é MERRY CHRISTMAS. “Christ” vem de Cristo.


A confusão aqui, no analfabeto Brasil, é a seguinte:


Os evangélicos, há tempos, recusam-se a comemorar o dia 25 de dezembro;


Flávio Bolsonaro acusou a CNBB de conluio com o PT e, às 2h da madrugada de hoje, 28/9/26, o Vaticano, em seu site oficial de notícias, O desmentiu em nota publicada pelo Vatican News.


E Nossa Senhora Aparecida entra como deboche quando Flávio Bolsonaro segura hoje, no Brás, em São Paulo, um boneco (!!!) de “Nossa Senhora”, ao lado de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que tenta a reeleição, para desmentir a acusação que levou o Vaticano a desmenti-lo. (!!!)


Coisa de “analfabeto” um possível sucessor de Lula...


Se fôssemos mais alfabetizados, valorizássemos mais a educação em sala de aula e nossa mídia — sem exceção — fosse (bem) menos showbiz, sem espetacularizar tudo, essas duas polêmicas nem existiriam...


Daí, a podridão nas dez (10) esferas dos Poderes Constituídos do Brasil.


No próximo domingo, votaremos para cinco esferas de Poder.


Será que, em 2030, continuaremos nota 10 no analfabetismo perpétuo?


* A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do jornal.