Ofício ao qual o jornal teve acesso apresenta composição encabeçada por Prof. Rogério Mathias e registra apoio de sete vereadores; documento ressalta caráter institucional da movimentação.

A eleição para a renovação da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Poá, referente ao segundo biênio da atual legislatura, começa a ganhar contornos mais definidos. Documento ao qual o jornal teve acesso revela que uma chapa já está formada e conta com sete vereadores entre integrantes e apoiadores.

Trata-se de um ofício preparado para protocolo junto à Secretaria da Câmara Municipal, no qual os parlamentares comunicam oficialmente a composição articulada para participar do processo de escolha da próxima Mesa Diretora.

De acordo com o documento, o vereador Prof. Rogério Mathias (PP) é o nome indicado para presidente da Câmara. A chapa é formada ainda por Saulo Dentista (União Brasil), como vice-presidente; Renato da Padaria (Podemos), como 1º secretário; Fabinho do São José (Republicanos), como 2º secretário; e Fábio Suru (PL), como 3º secretário.

O ofício registra ainda o apoio dos vereadores Dr. Raphael Grothe (Avante) e Edson Demétrio (PP).

Com os cinco integrantes da chapa e os dois apoiadores relacionados no documento, a composição reúne sete vereadores, entre os 13 parlamentares que integram atualmente o Legislativo poaense.

Apesar da articulação já estar definida, o próprio documento ressalta que a comunicação possui caráter institucional e informativo e não substitui o registro formal da chapa, que deverá ocorrer oportunamente, respeitando a data oficialmente designada para a eleição e os procedimentos previstos no Regimento Interno.

Disputa não significa rompimento

Outro ponto destacado no documento é o cuidado dos vereadores em tratar a possível disputa pela Mesa Diretora dentro da normalidade democrática da Câmara.

O ofício afirma que a formação de chapas e as manifestações de apoio fazem parte do processo interno do Legislativo e devem ocorrer em ambiente de urbanidade, respeito mútuo e harmonia, preservando as relações institucionais e pessoais existentes entre os parlamentares.

Nos bastidores, a mensagem também é de que eventual disputa pela Presidência da Câmara não deve ser confundida com briga ou rompimento entre os vereadores. Independentemente da chapa escolhida por cada parlamentar, existe relação de amizade e convivência entre os integrantes da Casa, e posições diferentes na eleição interna são tratadas como naturais dentro do processo democrático.

Relação com o prefeito Saulo Souza

A movimentação em torno da Mesa Diretora também não é apresentada como uma disputa envolvendo o prefeito Saulo Souza.

A articulação ocorre no âmbito do Poder Legislativo e, segundo o posicionamento apresentado pelo grupo, não representa a formação de oposição ou qualquer rompimento com o Executivo Municipal. Ao contrário, a intenção é preservar a boa relação institucional já existente entre a Câmara Municipal e a Administração Municipal, mantendo o diálogo, o respeito e a cooperação entre os Poderes em benefício da cidade de Poá.

A relação do prefeito com os vereadores é tratada separadamente da eleição interna da Câmara. Assim, eventual existência de mais de uma chapa para a Mesa Diretora não significa, por si só, uma divisão entre vereadores ligados ou contrários à Administração Municipal.

O entendimento é de que Saulo Souza mantém diálogo e boa relação com os diferentes parlamentares, enquanto a escolha da futura direção da Câmara cabe aos próprios vereadores.

Chapa apresentada no documento

Conforme o ofício ao qual o jornal teve acesso, a composição é a seguinte:

Presidente: Prof. Rogério Mathias (PP)

Vice-presidente: Saulo Dentista (União Brasil)

1º secretário: Renato da Padaria (Podemos)

2º secretário: Fabinho do São José (Republicanos)

3º secretário: Fábio Suru (PL)

Também constam como apoiadores da composição Dr. Raphael Grothe (Avante) e Edson Demétrio (PP).

Com a formalização dessa articulação, a eleição da próxima Mesa Diretora poderá ter mais de uma composição apresentada aos vereadores. A definição, entretanto, ocorrerá somente no processo eleitoral interno, observando as regras estabelecidas pelo Regimento da Câmara.

Até lá, a movimentação demonstra que as articulações para o segundo biênio já começaram, mas com uma mensagem expressa de preservação do diálogo: disputar a Mesa Diretora não significa transformar colegas em adversários políticos ou pessoais, nem estabelecer uma disputa com o prefeito.

Independentemente das posições adotadas na eleição interna, o propósito manifestado é preservar a amizade entre os vereadores, o respeito institucional e o diálogo entre Câmara e Prefeitura em favor dos interesses do município.