É com pesar que recebo a notícia do falecimento da atriz Laura Cardoso.
Fiquei muito triste com a situação. Sou uma pessoa que a admira profundamente e ela sempre foi uma grande inspiração para mim dentro do teatro.
Diante disso, escrevi o poema a seguir em sua homenagem:
Laura — o olhar que continha mundos
Não era atuação.
Era habitação.
Laura Cardoso não entrava em personagens —
ela abria suas próprias portas
e deixava cada mulher morar ali,
inteira,
sem pedir licença.
Cinco. Seis. Cem personagens.
E em todas, a mesma verdade:
o olhar que não fingia,
o corpo que não mentia,
a alma que cabia em qualquer mulher
porque, no fundo,
todas as mulheres cabem em quem as sabe olhar.
Laura,
você não nos ensinou a representar.
Nos ensinou a existir.
E isso, minha querida,
ninguém nunca vai roubar de você.
Nem o tempo.
Nem a saudade.
Nem o céu que hoje te abraça.
Você é,
e sempre será,
a verdade que escolheu a forma de um olhar.
🎭💫
✍️ Giselle Magalhães
Autorizo a publicação deste texto nas mídias locais,
tanto impressas quanto digitais.
Gratidão pela atenção.