Um sonho tecido por jovens que acreditavam que a arte poderia transformar pessoas, territórios e histórias. E o mais bonito é perceber que, passadas mais de três décadas, aqueles jovens continuam aqui. Hoje, senhoras e senhores, mas com o mesmo brilho nos olhos e a mesma inquietação dos adolescentes que ousaram sonhar um mundo diferente.

Ao longo do caminho, muitos outros sonhadores chegaram. Quixotes do nosso tempo, que escolheram caminhar conosco, enfrentar gigantes, desafiar o impossível e acreditar que a cultura, a nossa cultura é um direito e um poderoso instrumento de transformação social.

A Opereta é lugar de encontros. De afetos. De resistência. De criação. De acolhimento. É palco, mas também é chão sagrado. É onde vidas se cruzam, memórias se constroem e futuros começam a ser imaginados.

Quando olhamos para o monte que já subimos, percebemos que, juntos, movemos montanhas. Montanhas de preconceito. Montanhas de exclusão. Montanhas de vulnerabilidade. Montanhas de silêncio. E seguimos movendo, porque ainda há muitas outras pela frente.

Nossa identidade é a arte que transforma. A arte que acolhe. A arte que provoca perguntas, que se indigna diante das injustiças e que se recusa à paralisia. Acreditamos na ação, no encontro, no fazer coletivo. Afinal, a transformação não acontece esperando: ela nasce das mãos de quem decide construir.

Somos muitos. Somos poucos diante de tudo o que ainda precisa ser feito. Mas somos Opereta.

E ser Opereta é acreditar que nenhum sonho é grande demais quando é sonhado coletivamente.

Parabéns à Opereta pelos seus 32 anos de história, coragem e esperança. Que venham muitos outros capítulos dessa caminhada, sempre com a arte como caminho e a transformação como destino.


Por Lidiane Santos




Crédito: Acervo Opereta