A cada eleição, candidatos prometem combater a criminalidade, modernizar as polícias e melhorar os salários da segurança pública. Depois da posse, porém, muitos compromissos ficam pelo caminho. Policiais seguem enfrentando riscos e dificuldades financeiras.

Lula e Flávio Bolsonaro defendem propostas distintas para o setor. Flávio anuncia mais vagas em presídios e maior rigor contra facções criminosas. Lula defende a PEC da Segurança Pública e a integração entre União, estados e municípios. O debate só terá valor com resultados.

Nós cobramos o devido respeito aos policiais de São Paulo. Não basta exigir eficiência de quem protege a população se faltam perspectivas de valorização salarial, progressão profissional e condições adequadas de trabalho. São Paulo precisa adotar uma política salarial séria.

Cabe ao governo federal fortalecer o combate ao crime organizado e a cooperação entre as forças de segurança. Ao governo estadual, compete cumprir seus compromissos com os policiais militares. Cada governante deve responder por aquilo que prometeu.

O eleitor tem o direito de exigir prazos, orçamento, metas verificáveis e prestação de contas sobre os resultados. Segurança pública não é peça de propaganda eleitoral. É dever do Estado. Chega de discursos vazios: valorizar quem nos protege é obrigação, não favor.


Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).