O Brasil aproxima-se do segundo turno das eleições em meio a uma disputa presidencial marcada pela polarização política e pela expectativa de mudanças. Milhões de brasileiros decidirão, pelo voto, quem terá a responsabilidade de governar uma nação que enfrenta sérios problemas sociais, econômicos e de segurança pública.

Diante da importância dessa escolha, é inadmissível que campanhas eleitorais sejam contaminadas por mentiras, manipulações e acusações sem fundamento. Os autores e responsáveis pela divulgação deliberada de notícias falsas devem ser rigorosamente punidos, na forma da lei, especialmente quando sua conduta configurar ilícito eleitoral.

A Justiça Eleitoral precisa atuar com rapidez, independência e imparcialidade, assegurando o cumprimento da legislação e impedindo que práticas ilegais comprometam a liberdade de escolha dos cidadãos. A democracia exige respeito à verdade, às instituições e aos direitos dos eleitores.

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro não pode ficar restrita a ataques pessoais ou à tentativa de desqualificar o adversário. O eleitor precisa conhecer os programas de governo, as propostas concretas e, sobretudo, os meios pelos quais cada candidato pretende cumprir seus compromissos.

Prometer melhorias na saúde, educação, segurança e economia é fácil. O difícil é explicar de onde virão os recursos, quais medidas serão adotadas e como os resultados serão efetivamente alcançados. O eleitor não pode continuar sendo tratado como alguém que deve apenas acreditar em promessas de campanha.

Também é indispensável analisar a trajetória dos candidatos, suas realizações e a coerência entre discursos e atitudes. O Brasil não precisa de mais confrontos ideológicos sem resultados, mas de governantes comprometidos com soluções reais.

A hora é agora! Cabe à Justiça combater os ilícitos, aos candidatos respeitar os eleitores e à população votar com consciência e responsabilidade.

O voto é um instrumento legítimo de transformação, mas exige informação, reflexão e liberdade de escolha. O futuro do país não pode ser decidido com base em mentiras, medo ou manipulação.

A verdade deve prevalecer sobre a desinformação, e o compromisso com o Brasil precisa estar acima de qualquer interesse partidário.


Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).